O deputado estadual João Caramez (PSDB), coordenador da Frente Parlamentar das Hidrovias, na Assembléia Legislativa, participou nesta quinta-feira, 14/6, do 5º Seminário de Transporte e Desenvolvimento Hidroviário Interior, promovido pela Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), no Auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, em Brasília.
O seminário analisou e discutiu os problemas que retardam o desenvolvimento do transporte hidroviário brasileiro e apontou ações para resolvê-los. O evento foi aberto no dia 13 e encerrado nesta sexta-feira, 15.
Caramez foi o debatedor do 3º painel de discussões, sob o tema Meio Ambiente e as Hidrovias Brasileiras, com palestras do professor Ing Jürgen Stamm, chefe do departamento de engenharia hidráulica da Bundesanstal für Wasserbau (BAW), da Alemanha; Ângela Maria Barbosa Parente, coordenadora Geral do Meio Ambiente – DNIT, do Ministério dos Transportes; João Bosco de Senra, diretor de Recursos Hídricos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, do Ministério de Meio Ambiente; e Bela Petry, professor emérito do Instituto de Educação sobre Água da Unesco (Unesco-IHE), da Holanda. O mediador do painel foi o presidente da Sobena, o engenheiro naval Armando de Senna Bittencourt.
“Como coordenador da Frente Parlamentar das Hidrovias paulista, sinto-me honrado em participar desta discussão e poder contribuir com o desenvolvimento do transporte hidroviário”, disse o deputado.
Segundo ele, as vantagens dessa modalidade de transporte geram maior eficiência energética e de capacidade de concentração de cargas, além de contribuir enormemente para o desenvolvimento sustentável e econômico, já que consome menos combustível, tem baixa emissão de poluentes e baixo custo operacional.
“Além de tudo isso, o transporte hidroviário não concorre com o rodoviário ou ferroviário. Ao contrário, para o sucesso dessa modalidade é necessário que os três modais se complementem”.
Como debatedor, Caramez questionou os palestrantes sobre pontos específicos de suas apresentações e cobrou mais dinamismo do DNIT na solução de problemas jurídicos, como ações judiciais que tentam barrar o desenvolvimento do setor, entre elas, uma ação movida pelo Ministério Público paulista contra a Hidrovia Tietê-Paraná, sob alegação de riscos de impacto ambiental.
Georges Ibrahim Andraos Filho, coordenador-geral substituto do DNIT, explicou que o departamento está mobilizado para derrubar esta e outras ações. “Existe uma falta de informação grande nestas alegações, porque o transporte hidroviário, ao contrário de outros tipos, é o que menos polui e não causa impacto ambiental, já que nossos rios são naturais. Estamos otimistas sobre a solução destas questões e temos certeza de que em breve teremos boas notícias”, explicou Andraos.

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