Caramez promove audiência entre Pedro Ubiratan e associação de moradores

              O deputado estadual João Caramez (PSDB) intermediou na manhã de sexta-feira, 14/12, audiência entre o secretário-adjunto de Estado do Meio Ambiente, Pedro Ubiratan, e uma comissão formada por integrantes da Associação de Moradores e Sitiantes do Bairro do Rio Bonito e Adjacências do Jurupará.
            A comunidade que vive no lado sul do Parque Estadual do Jurupará, localizado entre os municípios de Ibiúna e Piedade, encontra-se em um impasse com a Secretaria de Meio Ambiente, há mais de 15 anos, por morarem numa área de preservação ecológica, com vegetação primitiva da Mata Atlântica.
            O Parque está sob a responsabilidade do Instituto Florestal, órgão mantido pela Secretaria, responsável pela proteção, pesquisa, recuperação e manejo da biodiversidade do patrimônio natural do Estado.
            Segundo os moradores, eles sofrem severas restrições quando querem fazer alguma modificação em suas casas ou plantar uma horta, por exemplo. “A situação é muito delicada, tanto pela questão jurídica, já que a área é um Parque Estadual, como por abrigar centenas de famílias. Por isso, precisamos chegar num meio termo e encontrar a melhor solução para todos”, disse Caramez ao secretário.
            Ubiratan concordou com as dificuldades enfrentadas pela comunidade e explicou que, de fato, a situação é delicada já que os moradores se encontram numa área pública do Estado. “Em todo caso, não podemos deixar de trabalhar para resolver a solução”, disse. Ele explicou que vai determinar a elaboração de um estudo para conhecer as origens da ocupação e o perfil da população que vive na área.
            “Precisamos entender a origem da posse, para que possamos direcionar nossas ações”, resumiu Ubiratan. Segundo ele, a decisão final sobre o futuro da comunidade dependerá deste levantamento técnico, mas nada impede que seja criado um conselho gestor, composto por representantes de cada lado, para que o assunto seja discutido com mais amplitude.
            “Isso é muito positivo, porque ninguém quer entrar em confronto com o Estado. O que queremos é chegar a uma decisão comum, racional. O que não podemos é continuar neste impasse indefinidamente”, disse o presidente da associação, Humberto Gonzalez.

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