DH assina contrato para estudo de pré-viabilidade do Hidroanel Metropolitano

Segunda-feira, dia 22/03, o Departamento Hidroviário, órgão vinculado à Secretaria Estadual dos Transportes, assinou contrato para que a Petcon Planejamento faça, em parceria com o Departamento de Engenharia Naval da USP, o estudo de pré-viabilidade técnica, econômica e ambiental do Hidroanel Metropolitano. A empresa terá sete meses para desenvolver o trabalho, ao custo de R$ 1,2 milhão.

“Começa a tomar corpo um empreendimento que além de contribuir para a melhoria de nossa atmosfera e para a redução das emissões de combustíveis fósseis, poderá estimular num futuro próximo o turismo nas águas do Tietê e de nossas represas”, salientou o coordenador da Frente Parlamentar das Hidrovias (FPH), deputado estadual João Caramez.

O incremento do transporte hidroviário é uma luta antiga da FPH. Criada em 2007, a Frente tem o objetivo de incrementar a utilização racional e integrada dos recursos hídricos do Estado de São Paulo para o transporte de cargas e passageiros e desenvolver o seu potencial econômico, em conjunto com as entidades representativas do setor. Seu trabalho pauta-se na relevância e urgência de se promover o transporte sustentável, por meio da mudança da matriz de transportes, priorizando o aumento da utilização de modalidades com maior eficiência energética, menor queima de combustíveis fósseis e com menor emissão de quantidade de poluentes por unidade transportada.

O estudo de pré-viabilidade do hidroanel avaliará as condições de intermodalidade no escoamento das cargas; melhorias nos deslocamentos dos usuários dos sistemas viários locais; a compatibilidade dos investimentos para a implantação na área e os principais impactos ambientais.

A utilização dos rios Tietê e Pinheiros como meio de transporte de cargas significa aliviar do trânsito da região metropolitana uma boa parte das 400 mil viagens de caminhão por dia ou um bilhão de toneladas de cargas/ano. “Se reduzirmos em 30 % o volume de cargas que passa pela cidade já será um ganho significativo para a cidade, seja do ponto de vista econômico ou ambiental, e dentro de um projeto totalmente viável, pois São Paulo já é quase uma ilha. Com a construção de um canal, com cerca de 25 km, será possível operar um hidroanel de 186 km”, disse o diretor do DH, Frederico Bussinger.

Atualmente o rio Tietê já possui 41 km navegáveis, com início na barragem de Edgard de Souza (Santana de Parnaíba), passando pela eclusa sob o Cebolão e finalizando na barragem da Penha (São Paulo), cujo projeto executivo para construção de uma eclusa no local deverá ser entregue em Junho/2010.

A obra irá acrescentar mais 14 km ao trecho navegável, totalizando 55 quilômetros. Com a construção da eclusa, que facilitará o transporte de sedimentos da calha do rio Tietê, será gerado, ainda, um reservatório com capacidade de reter até 3,5 milhões de metros cúbicos de água, equivalente a cerca de 40 piscinões do Pacaembu.

Os estudos do hidroanel metropolitano contemplam também a incorporação da represa Billings, que adicionaria cerca 30 quilômetros de vias navegáveis, além da construção de um canal artificial interligando a represa ao reservatório Taiaçupeba.

Eclusa sobre o rio Tietê
Eclusa sobre o rio Tietê

2 comentários em “DH assina contrato para estudo de pré-viabilidade do Hidroanel Metropolitano

  1. No meu modesto modo de pensar todos os rios do País deveriam ser navegáveis, como meio de transporte em todos os sentidos, mesmo que se possível pudessem construir vários canais e eclusas.

    • Caro Luiz, bom dia. Concordo plenamente com você. O Brasil possui a maior bacia hidrográfica do mundo e ela é sub-utilizada, diferentemente de outros países que, mesmo não tendo os recursos naturais que temos, acabam construindo canais artificiais para implantação do modal hidroviário, que é mais econômico e menos poluente.

      Um abraço,

      João Caramez

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