Frente Parlamentar realiza caminhada e coleta mais de 5 mil assinaturas contra a CPMF

            Mais de 5 mil assinaturas de populares foram recolhidas na última sexta-feira, 31/8, no centro da cidade durante caminhada de duas horas promovida pela Frente Parlamentar contra a CPMF e vão se somar às assinaturas recebidas pelo site www.contracpmf.com.br, que já tem a adesão de um milhão de pessoas.
            Segundo o deputado João Caramez, coordenador da Frente, “nosso objetivo foi divulgar o movimento, explicando à população – através de um panfleto simples e com linguagem acessível – as razões pelas quais a CPMF é um tributo injusto e que precisa acabar. Ao mesmo tempo, foi uma oportunidade para que pessoas que não têm acesso à Internet pudessem expressar o seu repúdio à tentativa do governo de prorrogar a cobrança por mais quatro anos”.
            A caminhada começou no Pátio do Colégio, seguiu pela rua XV de Novembro, Ladeira Porto Geral, rua 25 de Março terminando no Mercado Municipal.
 
            Adesão popular
Segundo Caramez, as assinaturas coletadas comprovam que o movimento está representado por toda a sociedade brasileira indistintamente. “Essa história de que só o empresário é contra a CPMF já caiu por terra e não pode mais ser usada pelo Governo Federal para diminuir a força do nosso movimento. Prova disso é que hoje, em apenas duas horas de conscientização, conseguimos milhares de assinaturas de comerciantes, camelôs, profissionais liberais, estudantes e donas de casa”, disse o deputado.
“Todo mundo de bom senso é contra a CPMF. A gente paga, paga e não tem retorno”, justificou o funcionário público Benito Oliveira da Silva, de 39 anos, ao assinar o manifesto.
O homem-placa Ricardo Luiz da Silva, de 46 anos, que trabalha na rua XV de Novembro, mesmo não tendo conta bancária é contra a cobrança da CPMF porque segundo ele “todo mundo paga o imposto, mesmo aqueles que não possuem conta em banco. O valor da CPMF já é repassado em todos os produtos, até no pãozinho”.
Já o motoboy Alex Sandro Dias Duarte é categórico: “Não agüentamos mais pagar tanto e receber tão pouco. A saúde está um caos. O povo não é burro precisa ser respeitado”. A advogada Gina Góes, de 37 anos, encerra a questão com um argumento irrefutável. “Chega. Não tem que prorrogar. É provisório. Não queremos mais”.
 
A Frente
          Criada por iniciativa do deputado João Caramez, a Frente Parlamentar Contra a CPMF conta com o apoio , entre outras entidades, da ABRASSE – Ação Brasileira de Apoio ao Setor de Serviços, APAMPESP – Assoc. de Professores Aposentados, APAS – Associação Paulista de Supermercados, ABC Farma e Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos, ASSOCIAÇÃO COMERCIAL, CEBRASSA – Central Brasileira do Setor de Serviços Secretaria, , FECOMERCIO – Federação do Comércio, , FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, SESCON/ AESCON – Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo, SINDUSCON – Sindicato das Industria da Construção Civil SINDHOSP – Sindicato dos Hospitais, UGT – União Geral dos Trabalhadores e UVESP – União de Vereadores.
A coleta de assinaturas continua no site www.contracpmf.com.br
 

  Homem-placa: “não tenho conta em banco, mas sou contra a CPMF”.
 
Caramez convence populares a aderirem ao movimento, assinando o manifesto

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