Governador Serra e o combate às enchentes em São Paulo

Governador Serra e o combate às enchentes em São Paulo

João Caramez*

Nas últimas semanas, São Paulo tem sido duramente castigado com as chuvas que assolam não apenas o estado, mas toda a região Sudeste. Segundo os meteorologistas, o mês de janeiro foi o mais chuvoso dos últimos 60 anos.

Diante dos problemas e transtornos ocasionados pelas enchentes, o governador José Serra tem se mostrado incansável ao visitar os municípios atingidos e determinar ações imediatas para a solução dos problemas.

Serra visitou duas vezes São Luiz do Paraitinga para dar assistência total aos desabrigados. Em Bragança Paulista, convocou reunião com os 16 prefeitos da região do Sistema Cantareira, onde há quatro represas, para determinar a adoção de medidas preventivas.

Na Capital, supervisionou a operação de assistência aos moradores do Jardim Romano e Pantanal e entregou 340 apartamentos novos para abrigar aqueles que tiveram que abandonar suas casas.

Ao vistoriar o desmoronamento de parte da SP 29, em Itapevi, horas depois do ocorrido, e determinar a contratação imediata de empresa para executar o reparo, o governador demonstrou grande preocupação. Foi com esta mesma dedicação que ele supervisionou pessoalmente os trabalhos de recuperação das áreas atingidas por desabamentos na rodovia Mogi-Bertioga.

Durante o mês de janeiro, Serra liberou R$ 12,8 milhões em ações emergenciais, por meio da Casa Civil, para auxiliar os municípios atingidos pelas chuvas. O investimento foi direcionado para obras de recuperação de danos na área urbana, reconstrução de barragens de represas de abastecimento de água e construção de muros de contenção de encostas.

Os trabalhos da Defesa Civil para ajudar famílias e áreas atingidas pelas chuvas continuam, aliados ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Militar em todo o Estado. O governador também ampliou a concessão de auxílio-moradia emergencial, no valor de R$ 300,00, para os desalojados. Além do auxílio, a CDHU está disponibilizando uma linha de crédito para reforma de residências atingidas pelas chuvas e construindo moradias definitivas em regime de emergência para atender às famílias desabrigadas.

Além das ações emergenciais, o Governo do Estado vem trabalhando desde 1998, no Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê, que passou por uma revisão nesta gestão, e prevê a construção de piscinões, a canalização e despoluição de córregos, a recuperação e manutenção de várzeas, assim como a ampliação das áreas verdes.

Nestes últimos 11 anos, o Governo do Estado construiu 26 piscinões. Somando com os 19 entregues por prefeituras, são 45 piscinões na Região Metropolitana de São Paulo que permitem acumular mais de 8 milhões de metros cúbicos de água das chuvas. Isto equivale a um Tietê cheio no perímetro do Cebolão à Barragem da Penha.

A construção de parques é outra iniciativa que ajuda a resolver o problema das enchentes, já que o aumento de áreas verdes é fundamental para a absorção da água das chuvas. Nos últimos anos, a região ganhou 29 parques que somam 24 milhões de metros quadrados de área verde.

A recuperação de mananciais é outra preocupação de Serra. O programa prevê obras de urbanização e infraestrutura nas áreas das bacias Guarapiranga, Billings, Alto Tietê – Cabeceiras, Cantareira e Cotia, com o objetivo de melhorar a qualidade da água e a preservação ambiental dessas represas, que têm sido deterioradas por conta da ocupação irregular. A canalização e despoluição de córregos, assim como o desassoreamento dos rios também são importantes ações para a solução do problema.

Muito já foi realizado e ainda continua sendo feito para minimizar o problema, que não é novo. Ao contrário, em 1850, São Paulo sofreu sua primeira grande enchente. Quase oitenta anos depois, em 1929, o bairro de Vila Maria ficou isolado durante três meses por conta das chuvas.

Ou seja, sempre houve enchentes, mesmo antes da instalação de cidades. Não podemos nos esquecer que a região metropolitana é cortada por diversos rios que passaram, ao longo dos anos, por um implacável processo de urbanização. Suas margens foram ocupadas indevidamente pelo homem. Antes, as áreas de várzea que fazem a retenção temporária da água da chuva eram livres. Mas a ocupação agora impede a expansão momentânea e natural da água.

Tudo isso, somado ao depósito indevido de lixo nas ruas e a outras atitudes humanas, colabora para o aumento do problema. E a cada chuva, a natureza cobra seu preço.

Enfim, as razões para as enchentes são muitas e resultam num grande problema para todos. Além de trabalharmos para preveni-las e de agirmos com rapidez para solucionar os problemas imediatos, como o nosso governador José Serra tem feito, é chegada a hora de fazermos, cada um de nós, uma reflexão sobre o modelo de relação que estabelecemos com o Planeta. Devemos determinar nossa parcela de responsabilidade nisto tudo e começar a agir para reverter o processo.

* João Caramez é deputado estadual pelo PSDB

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