Hidroanel Metropolitano é discutido em Carapicuíba

A preservação ambiental, as vantagens do transporte hidroviário, a Hidrovia Tietê-Paraná e a possível implantação do hidroanel metropolitano, foram os temas desenvolvidos no Seminário “Transporte Hidroviário e Hidroanel Metropolitano – Alternativas para uma Logística mais Eficiente”, realizado na manhã de segunda-feira, 19, no Campus da FATEC/ETEC de Carapicuíba, por ocasião da quinta reunião itinerante da Frente Parlamentar das Hidrovias, coordenada pelo deputado estadual João Caramez (PSDB).
Com a palestra do diretor do Departamento Hidroviário (DH) da Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo, Frederico Bussinger, autoridades, lideranças, alunos e professores presentes se entusiasmaram com a proposta do hidroanel, para o transporte de cargas e passageiros, e a criação de uma nova central de abastecimento na região de Carapicuíba, que pode ser privilegiada pela intermodalidade da hidrovia, rodovia e ferrovia.
Participaram também da reunião o vice-prefeito de Carapicuíba, Salim Reis; o diretor da faculdade de tecnologia, Mário Otávio Sales; a diretora da escola técnica, Silvia Queiroz; e o prefeito de Barra Bonita, José Carlos Teixeira, que também é presidente do Consórcio Intermunicipal Tietê-Paraná.
“Ao discutirmos a hidrovia e o hidroanel metropolitano temos que discutir os usos múltiplos das águas. E esta discussão tem que envolver toda a sociedade e os agentes políticos para a adoção de medidas de preservação e melhor utilização dos nossos rios”, disse Caramez disposto a estender o debate em toda a região Oeste.
Para o diretor do DH, a realização da reunião numa faculdade de tecnologia demonstra o empenho da Frente Parlamentar em transformar a discussão em ações práticas, por meio do desenvolvimento de pesquisa e soluções para o implemento da hidrovia.
Muitos alunos do curso de Logística assistiram ao seminário e contribuíram com sugestões ao tema. O debate foi tão positivo, que os responsáveis pela FATEC/ETEC decidiram criar um núcleo de discussão da hidrovia no próprio campus. O deputado Caramez convidou os integrantes deste núcleo para participar do grupo de trabalho da Frente Parlamentar das Hidrovias, na Assembleia Legislativa.
Carapicuíba poderá ganhar Central de Abastecimento Integrado
 
Criar uma nova central de abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo, em uma região como Carapicuíba que pode ser privilegiada pela intermodalidade do transporte hidroviário, rodoviário e ferroviário, é uma das propostas para uma logística eficiente que surge com a possibilidade de implantação do Hidroanel Metropolitano, cujo estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental terá seu processo de licitação aberto em novembro.
“Trata-se de uma pré-avaliação. A proposta é que o hidroanel abarque, entre outros, os rios Tietê e Pinheiros e as represas Billings e Taiaçupeba. Com a construção de um canal de 28 quilômetros, entre a Billings e Taiaçupeba, há possibilidade ainda de se fechar o anel. Com isso, serão 186 quilômetros de vias aquáticas circundando a Região Metropolitana, o que a tornará praticamente uma ilha”, explicou Frederico Bussinger, diretor do DH. 
A “ilha”, com ele chama, teria 3 pontos de intermodalidade, e um desses, na região da lagoa de Carapicuíba, seria o local ideal, por sua posição estratégica, para uma nova central de abastecimento da região metropolitana. “Seria um grande fator de desenvolvimento que transformaria positivamente a cidade e toda a região”, disse Caramez.
“As possibilidades são grandes e precisamos estender o debate”, completou o deputado, sugerindo a realização de novos encontros com a presença de representantes de todos os municípios da região Oeste para discutir o tema.
Tietê na região
O rio Tietê possui 41 quilômetros navegáveis na Região Metropolitana de São Paulo. Esse trecho está localizado entre as barragens Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, e da Penha, na capital. O hidroanel prevê ainda, outros 14 quilômetros somados a este trecho, com a construção de eclusa (para passagem de embarcações) na barragem da Penha. Com isso, a parte navegável do rio irá até São Miguel Paulista.
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