Pelo fim da CPMF

O Brasil possui um eficiente sistema industrial e comercial, mão de obra qualificada e matéria prima para quase tudo. O empresariado brasileiro demonstra neste momento que está procurando exercer sua liderança positiva e forte para aproveitar essas oportunidades de maneira firme e ser um agente de fortalecimento da própria sociedade. Entretanto, as empresas não podem se sustentar em sociedades doentes por falta de políticas econômicas justas.
 
Por tudo isso, não poderíamos ficar passivos, calados, diante do que vem acontecendo no Brasil de hoje onde a carga tributária cresce a cada ano fazendo com que o cidadão e o empresário que produz riqueza e gera emprego e renda sejam esmagados e tenham que contribuir para alimentar um sistema econômico cada vez mais feroz que não retorna com a mesma velocidade que tira os serviços e as políticas necessárias para o País crescer com dignidade.
 
O próprio Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda afirmou recentemente que “A CPMF produz grandes distorções no sistema produtivo. A mais conhecida é a de que, na condição de um tributo cumulativo (que incide em cascata), onera toda a cadeia produtiva, porque a CPMF incide sobre valores que já recolheram CPMF nos estágios anteriores a produção”
 
Tomamos, portanto, ao lado de nossos companheiros deputados e com o apoio do empresariado e da sociedade a iniciativa de formar na Assembléia Legislativa a FRENTE PARLAMENTAR CONTRA A CPMF E PELA REDUÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA por não concordarmos com os tributos que nos são impostos e nos tornam sócios de um governo que pelo menos, até agora, não faz o mínimo esforço para reduzir despesas públicas.
 
Nos próximos três meses teremos que nos mobilizar, juntamente com todas as entidades do setor, para levar aos nossos nobres Deputados Federais o sentimento do povo e da classe produtiva nacional, que não querem mais pagar imposto para cobrir despesas públicas cada vez maiores e principalmente alimentar a triste cadeia da corrupção que consome grande parte desses recursos.
 
Só para relembrar a CPMF surgiu em um momento de comoção do povo brasileiro em 1996 quando dezenas de bebês e pessoas que faziam hemodiálise morriam em hospitais do nordeste. A contribuição que começou retirando da conta de cada cidadão 0,20%, no ano de 2.000 pulou para 0,38 por cento.
 
Justificativas para acabar com a CPMF não faltam. Basta dar uma passada de olhos pelos jornais e revistas, assistir telejornais ou ouvir rádio para verificar que este imposto não cumpriu com o seu objetivo de melhorar o sistema de saúde em nosso País. E, repetindo ARISTÓTELES: “É pela prática de ações justas que nos tornamos justos” e infelizmente a CPMF é um imposto extremamente injusto pois tira mais, de quem menos pode pagar!
 

João Caramez é deputado estadual pelo PSDB e criador da Frente Parlamentar Contra a CPMF, lançada no último dia 28/06, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

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